quinta-feira, 19 de fevereiro de 2015

GRÉCIA II PERÍODO CLASSICO



GRÉCIA II PERÍODO CLASSICO



Chama-se de Período Clássico Grego aquele em que as cidades-Estados Gregas disputaram a supremacia sobre toda a Grécia. Fase essa marcada por disputas por hegemonias e praticas imperialistas no mundo grego, que acabaram em uma guerra fratricida entre os próprios gregos,levando a sua decadência. A primeira potência hegemônica foi Atenas, seguida por Esparta e, finalmente, por Tebas.

Toda esta situação tem inicio com as Guerras entre os Gregos e os Persas;

As guerras médicas ou Pérsicas 
no Período Clássico


 Com intuito de conquista do monopólio econômico do Mar Egeu os Persas conquistam do Oriente Próximo e todas as colônias gregas do litoral da Ásia Menor foram incorporadas porem, de inicio os Persas respeitaram a autonomia dessas cidades, porém, os persas passaram a exigir impostos e incorporaram as cidades a seu império. A cidade de Mileto e algumas outras iniciaram uma rebelião, apoiadas por Atenas. Esse foi o motivo imediato para o conflito entre gregos e persas.

No ano 490 a.C., os persas desembarcaram seu exército na planície de Maratona, a poucos quilômetros de Atenas. Nesse local, foram atacados pelos atenienses, comandados por Milcíades, que derrotou os invasores. Com essa vitória, o prestígio de Atenas aumentou entre os gregos. Dez anos depois, os persas fizeram uma dupla ofensiva. Por terra, venceram os espartanos no desfiladeiro das Termópilas, onde morreu Leônidas, o célebre rei de Esparta. Por mar, uma numerosa frota foi destruída na baía de Salamina pelos atenienses, comandados por Temístocles. Sem o apoio da esquadra, o exército persa recuou para Platéia onde foi vencido pelos espartanos e atenienses, liderados por Pausânias, em 479 a.C.
Os gregos passaram então à ofensiva. Organizaram uma liga militar com sede em Delos (uma ilha do mar Egeu); a chefia foi confiada a Atenas. O tesouro comum foi usado para construir uma poderosa armada que, sob o comando de Címon, assolou as posições persas no litoral asiático. Em 448 a.C., pelo Tratado de Susa (Paz de Kallias), os persas reconheceram a supremacia grega no Egeu.

A hegemonia de Atenas no Período Clássico
O fim da guerra tornou desnecessária a Confederação de Delos. Entretanto, os atenienses resolvem manter a liga militar pois os recursos de Delos torna-se necessário a economia de Atenas tornando aquilo que era contribuição em obrigação. Era o inicio da Era de Ouro de Atenas e do seu imperialismo. Neste periodo, o século V a.C,  Atenas foi governada por Péricles (444 a 429 a.C.) e suas instituições e a democracia atingiram seu ponto máximor. Diversas obras públicas foram iniciadas, gerando empregos; os membros dos tribunais e da Assembleia passaram a receber pagamentos; as camadas inferiores puderam participar do Arcontado e Péricles cercou-se dos maiores artistas e intelectuais da Grécia, como Fídias, Heródoto e Anaxágoras.
Essa hegemonia, contudo, criou uma série de inimigos para Atenas, pois feria a autonomia das demais cidades- Estado; por outro lado, o controle exercido sobre a Grécia, pela. Confederação de Delos desrespeitava o princípio de soberania das cidades.

A Guerra do Peloponeso e a hegemonia espartana


Muitas Cidades Estado da Grécia, cuja localização no interior os colocava a salvo da frota ateniense, ligaram-se a Esparta numa liga de oposição a Delos; era a Liga do Peloponeso, francamente hostil a Atenas e à Confederação de Delos que ela mantinha sob controle. Uma guerra entre ambas era inevitável
Em 431 a.C., um incidente transformou essa rivalidade em guerra. As ambições territoriais de Atenas em expandir-se para o Ocidente levou-a a apoiar e celebrar uma aliança com Córcira, colônia de Corinto — aliada de Esparta. Com isso, explodiu a Guerra do Peloponeso, que duraria 27 anos e deixou a Grécia completamente exaurida pelas destruições recíprocas.
Entre 431 e 421 a.C., os espartanos invadiram a península da Ática. A população de Atenas resistiu em suas extensas muralhas, ao mesmo tempo em que sua frota atacava o Peloponeso. No ano 429 a.C., devido à má alimentação e às péssimas condições de higiene, a peste provocou centenas de mortes, da qual foi vítima o próprio Péricles. Em 421 a.C., Atenas e Esparta celebraram a Paz de Nícias, estabelecendo que não haveria mais guerra durante 50 anos.
Em 413 a.C., porém, instigados pelo ambicioso Alcibíades, os atenienses prepararam uma campanha militar na Sicília, com o propósito de conquistar Siracusa, aliada de Corinto, e que abastecia o Peloponeso com alimentos. Começava a segunda fase da Guerra do Peloponeso.
Acusado por seus adversários políticos, Alcibíades refugiou-se entre os espartanos, aos quais entregou os planos de Atenas. Em 413 a.C., a esquadra ateniense foi destruída em Siracusa. Em 404 a.C., devido à grande ofensiva dos espartanos, que mantiveram um exército na Ática e ampliaram a sua frota, Atenas foi derrotada na batalha de Egos-Pótamos pelo general espartano Lisandro. Os muros de Atenas foram destruídos e a frota caiu nas mãos de Esparta.
A hegemonia exercida por Esparta não era menos opressora que a de Atenas. Na Ásia, os espartanos iniciaram uma ofensiva contra os persas. Não conseguindo, porém, manter o domínio sobre seus inimigos na Grécia e combater ao mesmo tempo no exterior, Esparta assinou, em 387 a.C., a Paz de Antálcidas com o persas. Além da paz, o tratado garantia o domínio da costa da Ásia pelo Império Persa, que passou a influir na política interna da Grécia.


A hegemonia de Tebas no Período Clássico

Apesar do domínio de Esparta, Atenas conseguiu reconstruir suas muralhas e sua frota, organizando uma segunda liga marítima. Ao mesmo tempo, a cidade e Tebas aliou-se a Atenas e atacou a guarnição espartana em Tebas. Durante a batalha de Leuctras, em 371 a.C., a revolta dos escravos em Esparta conduziu os tebanos à vitória, sob o comando dos generais Epamínondas e Pelópidas.
O período de hegemonia tebana foi marcado pela libertação dos messênios do domínio de Esparta e pela conquista e submissão da Tessália, Trácia e Macedônia. Para consolidar seu domínio militar, Tebas iniciou a construção de uma esquadra, o que lhe valeu a oposição de Atenas. Em 362 a.C., Atenas e Esparta, agora aliadas, impuseram a derrota a Tebas, na batalha de Mantinéia.

O domínio macedônico

Alexandre da Macedonia

O período das hegemonias levou ao enfraquecimento geral das cidades-Estado gregas. Os macedônios, povo de origem ariana que habitava a região ao norte da Grécia, liderados por seu rei Felipe, conquistaram toda a Grécia na batalha de Queronéia, em 338 a.C.
Alexandre Magno, filho de Felipe, sucedeu-o ao trono, consolidando a conquista da Grécia e expandindo o império para o Oriente. Em 333 a.C., na batalha de Issos, Alexandre destruiu um imenso exército persa comandado pelo próprio rei Dano III; no ano seguinte, marchou para a Fenícia, conquistando a importante cidade de Tiro, deslocando-se, em seguida para o Egito, onde os sacerdotes do templo de Amon-Rá o receberam como o filho do deus; em 331 a.C., Alexandre invadiu o centro do Império Persa, sendo coroado rei dos persas.
O Império Macedônico conquistou, ainda durante o Período Clássico, a Palestina e a Índia, fundando um dos mais vastos impérios da humanidade.
Em 323 a.C., antes que pudesse organizar suas conquistas, Alexandre Magno morreu na Babilônia, aos 33 anos de idade, em virtude de uma febre violenta.


 Agora uma Video Aula para revisar o Tema sobre Grecia com meu amigo e colega Professor Holanda.



segunda-feira, 9 de fevereiro de 2015

EXERCÍCIOS DE REVISÃO - HISTÓRIA BRASIL COLÔNIA



EXERCÍCIOS DE REVISÃO - HISTÓRIA
BRASIL COLÔNIA


01) São características econômicas do período Pré-Colonial no Brasil:
a) latifúndios – escravidão – monocultura – exportação.
b) servidão coletiva – policultura – subsistência – sesmarias.
c) escravidão – policultura – mercado externo – minifúndios.
d) extrativismo – escambo – mercado externo – monopólio.


02) Acerca das pretensões iniciais da exploração e conquista do Brasil, assinale a alternativa
correta.
a) Interesses antropológicos levaram os portugueses a fazer contato com outros povos,
entre eles os índios do Brasil.
b) Os portugueses estavam interessados nas riquezas que as novas terras descobertas
podiam conter, além de garantir a segurança da rota para as Indias.
c) O interesse científico de descobrir e classificar novas espécies motivou cientistas
portugueses para lançarem-se à aventura marítima.
d) Os conquistadores estavam interessados em encontrar terras férteis para desenvolver a
cultura do trigo e, assim, dar solução às crises agrícolas que sofriam em Portugal.


03) Enumere os eventos, de acordo com o período em que ocorreram e indique a alternativa que apresente a ordem CORRETA:
1. Período Pré-colonial (1500-1530)
2. Período Colonial (1530-1808)
( ) extração assistemática de pau-brasil.
( ) criação das Capitanias Hereditárias (D. João III).
( ) envio das expedições "exploradoras" e "guarda-costas".
( ) chegada dos jesuítas para catequese dos índios e educação dos colonos.
a) 1 - 1 - 2 - 2
b) 1 - 2 - 1 - 2
c) 2 - 2 -1 - 1
d) 2 - 1 - 1 – 2


04) Durante o período colonial, para melhorar a organização, o rei resolveu dividir o Brasil em
Capitanias Hereditárias. O território foi dividido em faixas de terras que foram doadas aos
donatários. Estes podiam explorar os recursos da terra, porém ficavam encarregados de povoar,
proteger e estabelecer o cultivo da cana-de-açúcar. Com base nesse entendimento, analise as
afirmações abaixo:
I) No geral, o sistema de Capitanias Hereditárias fracassou, em função da grande distância
da Metrópole, da falta de recursos e dos ataques de indígenas e piratas. As capitanias de
São Vicente e Pernambuco foram as únicas que apresentaram resultados satisfatórios,
graças aos investimentos do rei e de empresários.
II) A capital do Brasil neste período foi Olinda, pois a região Nordeste era a mais
desenvolvida e rica do país em função da agromanufatura açucareira.
III) Após a tentativa fracassada de estabelecer as Capitanias Hereditárias, a coroa
portuguesa estabeleceu no Brasil o Governo- Geral. Era uma forma de centralizar e ter
mais controle da colônia. O primeiro governador-geral foi Tomé de Souza, que recebeu
do rei a missão de combater os indígenas rebeldes, aumentar a produção agrícola no
Brasil, defender o território e procurar jazidas de ouro e prata.
IV) Também existiam as Câmaras Municipais que eram órgãos políticos compostos pelos
"homens-bons". Estes eram os ricos proprietários que definiam os rumos políticos das
vilas e cidades. O povo não podia participar da vida pública nesta fase.
Estão corretas somente:
a) I, II e III.
b) I, III e IV.
c) II, III e IV.
d) I e IV.


05) Sobre o período inicial da colonização do Brasil, na primeira metade do século XVI,
assinale a alternativa correta.
a) Com a nomeação de Tomé de Souza, primeiro Governador Geral do Brasil, as
Capitanias Hereditárias foram, de imediato, extintas. Tendo perdido suas terras, os
capitães donatários retornaram a Portugal.
b) Os degredados, isto é, criminosos de alta periculosidade condenados pela justiça de
Portugal, constituíram o principal núcleo dos primeiros povoadores do Brasil.
c) As feitorias foram os primeiros estabelecimentos instalados pelos portugueses no litoral
brasileiro e tinham por finalidade armazenar mercadorias, pau-brasil, armas e
ferramentas e servir de abrigo.
d) O escambo, isto é, a troca de produtos sem a utilização de moeda, possibilitou aos
portugueses a utilização da mão-de-obra indígena na exploração do pau-brasil e
posteriormente no cultivo da cana-de-açúcar.


06) Quanto à produção de açúcar no Brasil colonial, é correto afirmar que
a) consolidou no nordeste uma economia baseada no latifúndio monocultor e escravocrata,
que atendia aos interesses do sistema colonial português.
b) como não exigia muitos braços, desencorajou a importação de escravos, liberando
capitais para atividades mais lucrativas.
c) contribuiu para a formação de uma sociedade mais democrática e menos elitizada,
havendo maior possibilidade de ascensão social.
d) possibilitou o povoamento e a ocupação de todo o território nacional, pois permitiu a
formação de estradas que interligam todo o Brasil.


07) Assinale as alternativas que apresentam características da sociedade colonial brasileira.
a) Os trabalhadores livres e assalariados compunham a base da sociedade.
b) O clero católico pouco interferia nos comportamentos sociais.
c) Predominava o patriarcalismo, e as mulheres tinham a função de cuidar do lar e dos
filhos. No nordeste açucareiro, os senhores de engenho ocupavam o topo da pirâmide
social.
d) Os grupos indígenas tiveram papel determinante na formação do modelo social, a
começar pela imposição do idioma tupi-guarani, língua oficial da colônia.


08) No período colonial, a sociedade do Brasil caracterizava-se pelo seguinte:
a) Sistema de escravidão constituída em sua maioria pelos negros africanos.
b) Sociedade nordestina dividida em dois grupos: senhores e escravos, no período
compreendido entre os séculos XVI e XVII, e maior respeito as mulheres.
c) Sociedade açucareira nordestina com caráter democrático, rural e imutável.
d) Relações sociais mais harmoniosas entre os senhores e escravos.

09) Constituem-se características do período colonial, no Nordeste canavieiro:
a) Produção para o mercado externo e minifúndio.
b) Servidão por contrato, monocultura e latifúndio.
c) Monocultura, latifúndio e escravidão.
d) Policultura e mão-de-obra escrava.


10) Leia o texto:
“O Brasil constitui uma realidade profundamente específica: trata-se de uma economia
criada praticamente em função do capitalismo em expansão. Ao contrário de certos países
asiáticos ou africanos, nos quais a Europa utilizou para os seus fins as estruturas
socioeconômicas existentes, o Brasil no seu conjunto é criado como complemento
econômico.”(DOWBOR, Ladislau. A Formação do capitalismo
O texto acima reafirma a idéia da formação do capitalismo periférico no Brasil em função
da longa duração do processo de colonização do país (1500/1822). O modelo econômico
imposto por Portugal ao Brasil durante o período colonial teve a seguinte característica:
a) atingiu o seu apogeu econômico com a montagem do modelo agro-exportador
açucareiro e escravista entre os séculos XVI e XVII;
b) foi baseado no modelo agro-exportador com médias e pequenas propriedades;
c) determinou o sistema escravista de produção, utilizando em larga escala a população
indígena brasileira;
d) permitiu o desenvolvimento interno do Brasil já que foi implementado um pacto
colonial flexível;


11) Podemos afirmar sobre o período da mineração no Brasil que:
a) Atraídos pelo ouro, vieram para o Brasil aventureiros de toda espécie, que
inviabilizaram a mineração.
b) A exploração das minas de ouro só trouxe benefícios para Portugal.
c) O ouro beneficiou apenas a Inglaterra, que financiou sua exploração.
d) A mineração contribuiu para interligar as várias regiões do Brasil, e foi fator de
diferenciação da sociedade.


12) Ao comentar a arte brasileira, Benedito L. de Toledo faz a seguinte descrição:
E se olharmos para o teto, veremos o próprio céu retratado em pintura ilusionística no forro,
que foi rompido para mostrar o Paraíso com a Virgem, os anjos e os santos.
A talha usará colunas torcidas recobertas de vinhas e povoada de querubins, aves, frutos,
cada elemento procurando vibrar e tomar todo o espaço possível. As colunas torsas serão as
grandes eleitas porque sua estrutura helicoidal é o próprio movimento sem fim.
À noite, os interiores das igrejas revelam novas surpresas. A iluminação à vela produz uma
luz vacilante que faz vibrar o ouro da talha, dramatiza as pessoas e as imagens. Sente-se que
se está num espaço consagrado pelo perfume do incenso vindo do altar-mor, onde é mais
intenso o brilho do ouro na luz incerta das velas.
[adaptação] TOLEDO, Benedito Lima de. História do Brasil. São Paulo
O autor da descrição se refere ao caráter essencial do estilo:
a) Barroco – lirismo, apelo à emoção, busca de uma dinâmica infinita, solicitação de todos
os sentidos.
b) Naturalista – solidez, despertar da fé pela contemplação da natureza, quer do reino
animal, vegetal ou mineral.
c) Gótico – grandiosidade e leveza, tornada possível graças ao emprego de arcos em forma
de ogiva e de inúmeros vitrais.
d) Neoclássico – ênfase na harmonia e no equilíbrio, apelo às faculdades racionais do
homem e realce para os elementos estruturais da construção.


13) Identifique as características da sociedade açucareira dos séculos XVI e XVII e da
sociedade mineradora, marcando X ou Y na coluna à direita:
X - Sociedade açucareira
Y - Sociedade mineradora
( ) aristocrática e elitizada
( ) eminentemente urbana
( ) patriarcal e escravocrata
( ) paternalista e agrícola
( ) maior mobilidade social
( ) menor número de escravos e diversificado setor médio
A seqüência correta das letras, de cima para baixo, é:
a) X, Y, X, X, Y, Y.
b) Y, Y, X, X, X, Y.
c) X, Y, X, Y, X, Y.
d) X, X, Y, X, Y, Y.


14) No século XVIII, teve início a exploração da região mineradora no Brasil,
provocando transformações importantes na economia colonial, tais como o(a):
a) Criação de um grande centro produtor de manufaturas, na zona aurífera, o qual
fornecia produtos para o consumo das outras capitanias
a) Desenvolvimento de um intenso mercado interno na colônia, dinamizado por
comerciantes e tropeiros atraídos pela chance de enriquecimento
c) Valorização da moeda local, possibilitando, à Coroa portuguesa, obter um grande
aumento da arrecadação tributária que pesava sobre a colônia.
d) Investimento de capitais estrangeiros na atividade agroexportadora açucareira, para
fazer frente ao rápido processo de crescimento da mineração.


15) No Brasil colonial, a escravidão caracterizou-se essencialmente:
a) Por sua vinculação exclusiva ao sistema agrário exportador.
b) Pelo incentivo da Igreja e da Coroa à escravidão de índios e negros.
c) Por estar amplamente distribuída entre a população livre, constituindo a base econômica
da sociedade.
d) Por destinar os trabalhos mais penosos aos negros e os mais leves aos índios.
e) Por impedir a emigração em massa de trabalhadores livres para o Brasil.


16) No final do século XVII, dois movimentos sociais, a Inconfidência Mineira (1789).
e a Inconfidência Baiana (1798), tiveram como motivação romper com o domínio colonial
português. Sobre essas rebeliões, pode afirmar que:
I - As duas inconfidências tinham como objetivo criar uma Republica e abolir a escravidão.
A Inconfidência Mineira foi um movimento de elite e a Baiana contava com a participação
de pessoas de origem humilde como alfaiates, soldados e escravos.
II - A Inconfidência Mineira tinha um caráter mais econômico, prevalecendo em seus
projetos medidas mais anticoloniais que social. Já a Baiana, alem de anticolonial, foi mais
voltada para reformas sociais, pois defendiam uma sociedade em que os menos favorecidos
tivessem uma vida melhor.
III - A repressão imposta pela metrópole portuguesa atingiu principalmente os mais pobres.
Entre os mineiros o único condenado foi Tiradentes. Entre os baianos, foram condenados
dois soldados e um aprendiz de alfaiate e uma alfaiate. Para os condenados, foi aplicada a
pena máxima: Enforcamento e esquartejamento.
Assinale a alternativa:
a) Se somente as afirmativas I e II estiverem corretas.
b) Se somente as afirmativas I e III estiverem corretas.
c) Se somente as afirmativas II e III estiverem corretas.
d) Se somente a afirmativa III estiver correta.


17) Confrontando-se a Conjuração Mineira e a Conjuração Baiana, ocorridas durante o período
colonial brasileiro, pode-se afirmar que:
a) a Conjuração Mineira apresentou um caráter mais popular e nacional devido aos interesses
gerados pela diversificação social na região mineradora.
b) a Conjuração Mineira e a Conjuração Baiana foram idealizadas, respectivamente, por uma
elite intelectual enriquecida e por um grupo de ricos comerciantes.
c) ambas apresentavam em seu ideário pontos idênticos, devido à situação colonial comum à
área mineradora e ao nordeste brasileiro.
d) a Conjuração Baiana apoiou-se em bases populares e teve implicações mais sociais do que
políticas devido à participação dos alfaiates no conflito.


18) NÃO era um dos planos dos revolucionários na Inconfidência Mineira (1789):
a) Adotar uma nova bandeira que teria um triângulo no centro com a frase latina: Libertas
quae sera tamen (liberdade ainda que tardia).
b) Desenvolver indústrias no País.
c) Libertar os negros
d) Criar uma universidade em Vila Rica.


19) Com relação às conseqüências trazidas pelo desenvolvimento da mineração no Brasil,
podemos apontar corretamente:
a) A implantação da capital do Brasil em Salvador como forma de garantir o controle
sobre o nordeste e o sudeste.
b) A integração da região sul do Brasil à economia colonial através do tropeirismo.
c) O empobrecimento da região sudeste por causa da intensa exploração de suas terras.
d) A implantação da capital do Brasil em Salvador como forma de garantir o controle
sobre o nordeste e o sudeste.


20) A colonização do Brasil iniciou-se na faixa litorânea, diferentemente da América
espanhola. No entanto, a partir do século XVII, teve início a expansão para o interior, além dos
limites definidos pelo Tratado de Tordesilhas, em decorrência
a) Da coleta de drogas do sertão, da ação dos donatários e do cultivo de tabaco.
b) Do cultivo de café, da criação de gado e da fundação de cidades.
c) Do incentivo real às bandeiras, da lavoura de tabaco e da ação jesuítica.
d) Da exploração de ouro, da pecuária e do estabelecimento de missões.



EXERCÍCIOS – GABARITO


1 D
2 B
3 A
4 B
5 C
6 A
7 C
8 A
9 C
10 A
11D
12A
13A
14A
15C
16C
17D
18C
19B
20 D

Economia Colonial - I


Economia Colonial - I


Desde o seu descobrimento, a  economia brasileira era comandada por Portugal, que mantinha toda a exclusividade com os negócios feito com a colônia. Com o aumento do capitalismo mercantil o Brasil começa a avançar economicamente, principalmente com as atividades de subsistência e exportação desenvolvidas no período colonial.
Durante algum tempo o único interesse da Coroa Portuguesa era o pau-brasil, mas na segunda metade do século XVI, começaram a ficar claros que outros interesses passavam a existir.
economia colonial  tinha um único intuito: Satisfazer a metrópole além de comprar de Portugal tudo o que precisava para que fosse possível acontecer algum tipo de desenvolvimento. A princípio a primeira atividade econômica do país foi o pau-brasil, mas a derrubada fora de controle deste tipo de árvore fez com que ele se tornasse raro, fazendo com que novas culturas fossem introduzidas a prática agrícola, como o algodão, tabaco, cana-de-açúcar e a mineração.
Propriedade de monocultura e o Ciclo do açúcar


Chamamos de monocultura o tipo de exploração agrícola que tem como base a produção de um único tipo de produto. Normalmente ela está associada ao que chamamos de latifundiários, que são os donos de grandes extensões de terras. As grandes propriedades da colônia viviam da prática da monocultura, e se voltavam para a prática do mercado externo, utilizando de mão-de-obra escravapara poder suprir a demanda. Essa mão-de-obra era inicialmente indígena, vindo a ser trocada pelos negros africanos posteriormente.
Esses latifúndios realizavam a prática do plantio da cana-de-açúcar, que também poderia serchamada tanto de latifúndio monocultor quanto de plantation. Além das plantações, esses locais possuíam instalações e equipamentos que já serviam para refinar o açúcar: moendas, caldeira, casa de purgar. Sendo conhecidos como engenhos, muitas famílias passaram a morar neles para acompanhar de perto o processo de trabalho nos canaviais, além disso, os escravos eram praticamente 100% da mão de obra existente, muito pouco era o número de funcionários assalariados. Eles viviam em senzalas, lugares de um só cômodo, sem nenhuma higiene ou conforto, misturados homens, mulheres e crianças, como animais. Além de todo o trabalho braçal eles ainda trabalhavam na casa grande, servindo aos senhores de engenhos.



Como os portugueses já conheciam a prática do plantio da cana-de-açúcar, esse produto foi escolhido para ser o principal produzido no Brasil, além do que esse produto era muito aceito na Europa. Como o produto era muito procurado pelos europeus, os holandeses decidiram também investir no país, instalando engenhos.
A partir da metade do século XVII o ciclo do açúcar no Brasil colonial começou a declinar, já que agora o país tinha fortes concorrentes, como as Antilhas, por exemplo, que por ironia do destino eram financiadas e comercializadas pelos holandeses. Portugal agora buscava por uma nova forma de explorar as riquezas da colônia, foi quando no século XVIII teve início a exploração de diamantes e ouro, dando início a um novo ciclo econômico.

O Ciclo do Ouro na economia colonial

Logo que o açúcar deixou de ser o principal investimento brasileiro, os portugueses iniciaram pela procura de uma nova forma de exploração colonial, foi quando descobriram as primeiras minas de ouro em solo brasileiro, localizadas nas regiões onde ficam Minas Gerais e Goiás.
A importância dessa exploração foi tão grande para Portugal, que o governo decidiu mudar a capital, até então em Salvador, para o Rio de Janeiro, pois desta forma estariam mais próximos das minas de ouro.

Eles também criaram as Casas de Fundição, que cobravam impostos altíssimos de quem extraísse o ouro, o que deixava os mineiros completamente irritados. Entre esses impostos se destacavam:
·         O quinto – 20% de toda a produção do ouro deveria ir para o rei de Portugal;
·         A derrama – A colônia tinha a obrigação de arrecadar 1.500kg de ouro por ano;
·         A capitação – Era cobrado imposto sobre cada escravo que trabalhava nas minas.
Ciclo do ouro seguiu até o ano de 1785. A exploração e os muitos impostos cobrados não agradavam em nada a população, o que levou a muitas revoltas na época.


O Escravismo no Brasil

Existe um ponto quando falamos na economia colonial que não podemos deixar de citar: aEscravidão.
Dois são os tipos de escravidão: a vermelha,  que eram a dos índios, e a africana, com os negros trazidos da África.
Quando Martim Afonso chegou ao Brasil em sua expedição de colonização no ano de 1531 ele trouxe consigo a prática do escravismo. Ela foi marcada pelo uso de escravos do continente africano, que faziam todo o trabalho pesado e eram tratados como animais. Alguns índios também foram tratados desta forma, mas por já conhecerem o território em que estavam era mais fácil fugir. Eles trabalhavam na agricultura, principalmente na parte da cana-de-açúcar, e na mineração.  Foram grandes contribuintes para o crescimento da economia do país.
Os escravos eram maltratados, chicoteados, mas mesmo assim lutavam pela sua liberdade, e essa luta levou a forma os primeiros quilombos, que eram abrigos feitos para os negros fugitivos.
A escravidão durou até o ano de 1888, quando a Lei Áurea aboliu todo tipo de escravidão no Brasil. Os negros agora eram livres, mas ainda teriam que lhe dar com o preconceito da sociedade, que insistia em tratá-los com desdém.



segunda-feira, 2 de fevereiro de 2015

ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL DO PERÍODO COLONIAL

ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL DO PERÍODO COLONIAL
          

Capitanias Hereditárias




Já conhecedor do sistema, rei D. João III ("O Colonizador") instituiu o sistema de Capitanias Hereditárias (1534) , graças à influência de Diogo de Gouveia.
Nosso país foi dividido em lotes de terras ("Capitanias"), doadas a Capitães (Donatários); começavam no litoral indo até o meridiano de Tordesilhas.

Podemos apontar varias motivos para a implantação deste sistema porém os livros apontam como as principais razões :
O tamanho da colonia que dificultava administrar como um todo de Portugal

A experiência que os s portugueses nas ilhas do Atlântico: Açores, Madeira, Cabo Verde, ...
Portugal sentia os efeitos da crise do comercio com Oriente e estava com a economia abalada

Além destas razões podemos acrescentar o fato de que a implantação de tal sistema poderia defender a colonia de ameaças externas de paises que não reconheciam o Tratadode Tordesilhas.

Carta de doação e foral eram documentos que regulamentavam as Capitanias.
Pela carta de doação, o Capitão-mor (donatário) recebia a concessão da terra do rei. Através do foral eram fixados os direitos e deveres dos donatários e colonos.

O Foral trazia os direitos e deveres dos donatários: fundar vilas ou núcleos de povoação; distribuir lotes de terras ou sesmarias; exercer a justiça civil e criminal; colonizar, defender e fazer progredir a Capitania com seus próprios recursos.
Entre os direitos da Coroa (Metrópole) podemos citar: monopólio da exploração do pau-brasil; fabricação de moedas; o quinto de ouro e das pedras preciosas.
São Vicente e Pernambuco foram as Capitanias que mais prosperaram.
Na Capitania de São Vicente foram fundadas as povoações (vilas) de santos (por Brás Cubas), Santo André da Borda do campo, São Paulo de Piratininga e Itanhaém.
As Capitanias não tiveram um resultado positivo; com excessão de Pernambuco e São Vicente. Apontamos com razoes para o insucesso: a indisciplina dos colonos, os ataques dos indígenas, as incursões de estrangeiros (franceses), a falta de recursos dos donatários, a inexistência de um governo central para ajudar os donatários.
São Vicente, doada a Martim Afonso de Sousa, foi administrada pelo Padre Gonçalo Monteiro. São Vicente incluía dois lotes. Principal riqueza: cana-de-açúcar.
A extinção das Capitanias Hereditárias ocorreu na administração do Marquês de Pombal (1759).
A instituição das Capitanias resultou numa grande descentralização: o rei dava ao donatário amplos poderes.






 Governos Gerais

Percebendo que as Capitanias Hereditárias não atendia aos objetivos da Metrópole Portugal resolveu criar outro mecanismo paralelo ao sistema de Capitanias; O Governo Geral (1548) com características publicas (representante do Rei e Centralizadora). Assi poderia o rei ter uma maior fiscalização, promover a defesa da Colônia contra os invasões estrangeiros e para dar " apoio" aos donatários das Capitanias.

A Capitania da Bahia de Todos-os-Santos foi adquirida pelo rei, mediante indenização, para ser a sede do Governo Geral.
Os três auxiliares do Governador Geral eram: provedor-mor, ouvidor-mor e o capitão-mor da costa. O provedor-mor era encarregado de assuntos financeiros; o ouvidor-mor cuidava de assuntos judiciais; o capitão-mor da costa era encarregado da defesa.

Competia ao Governador Geral

·                     coordenar a defesa da terra contra ataques, instalando e refazendo fortes, construindo
navios e armando os colonos;
·                     fazer alianças com os índios, iniciando sua catequese;
·                     explorar o sertão, informando a Coroa Portuguesa sobre as descobertas feitas;
·                     doar sesmarias, facilitando o estabelecimento de engenhos;
·                     proteger os interesses metropolitanos no que diz respeito ao estanco do pau-brasil e à
arrecadação de impostos.

É importante lembrar que o a instituição Governo Geral não eliminou as Capitanias hereditárias, ambos correram juntas sendo a administração mais centralizada pois, as Capitanias continuaram existindo e sendo administradas pelos seus donatários, que, entretanto, a partir daí, deveriam prestar obediência política ao Governador-Geral.
Os três primeiros Governadores do Brasil foram, respectivamente, Tomé de Souza, Duarte da Costa e Mem de Sá.


As câmaras municipais:
As câmaras municipais representavam o poder das vilas e nas colônias, elas representavam o poder local;formada pelos “Homens Bons ( senhores de terra e escravos) . 
As Câmaras municipais representavam o localismo político, que contrario então a característica do Governo Geral (centralizador).
As câmaras possuíam um grande número de atribuições, uma delas eram as nomeações dos servidores, o exercício da policia local, a conferência tanto do preço quanto do peso dos produtos e a escolha de procuradores, onde seus representantes estavam sempre presente no governo da metrópole. 
Além de tudo, eles também preceituavam por lei através das atitudes municipais.


quinta-feira, 29 de janeiro de 2015

Exercicios gabaritados sobre a Grécia

Exercicios/Grécia
1) O nome perieco, em grego [perioikos], significava morador “em torno da casa” e servia para designar uma classe com várias obrigações de Estado, entre elas a do serviço militar. Com base nestas obrigações estatais dos periecos em Esparta antiga, é correto afirmar que estes homens socialmente eram reconhecidos como:
a) cidadãos espartanos que cumpriam o dever cívico desde o nascimento, servindo como guerreiros e sustentando a ordem dentro e fora da militarizada cidade-Estado de Esaprta.
b) homens livres, mas com direitos limitados, estando politicamente submetidos aos esparciatas, os cidadãos espartanos, os quais definiam o lugar dos periecos na guerra
c) trabalhadores servos, presos à terra e sem direitos políticos, estando sob a autoridade direta dos hilotas, os cidadãos espartanos, que os levavam para a guerra como escravos.
d) escravos de uma categoria superior a dos hilotas. Os periecos recebiam alforria com mais facilidade e não podiam ser maltratados por seus senhores, pois serviam na guerra
e) pequenos proprietários rurais que ganharam cidadania espartana depois da guerra do Peloponeso, quando Esparta teve que convocar mais homens além dos seus cidadãos.

2) Temos um regime que nada tem a invejar das leis estrangeiras. Somos, antes, exemplos que imitadores. Nominalmente, como as coisas não dependem de uma minoria, mas, ao contrário, da maioria, o regime se denomina democracia. No entanto, se, em matéria de divergências particulares, a igualdade de todos diante da lei é assegurada, cada um, em virtude das honras devidas à posição ocupada, é julgado naquilo que pode ocasionar sua distinção: no que se refere à vida pública, as origens sociais contam menos que o mérito, sem que a pobreza dificulte a alguém servir à cidade por causa da humildade de sua posição (...)

Uma pessoa pode, ao mesmo tempo, ocupar-se de seus assuntos e dos do Estado e a multiplicidade das ocupações não impede o julgamento dos assuntos públicos. Somos os únicos a taxar, efetivamente, aqueles que não fazem parte dos ativos, mas dos inúteis.
Tucídides, História da Guerra do Peloponeso.
Tratando da democracia ateniense, o autor destaca, nesse texto:
a)a influência que outros modelos políticos exerceram sobre Atenas;
b)    a importância do princípio da isonomia entre os cidadãos.
c) seu desprezo por aqueles que se dedicavam à vida pública;
d) o critério censitário que determinava a participação política;
e) a influência que outros modelos políticos exerceram sobre Atenas;

3) Ao povo dei tantos privilégios quantos lhe bastam à sua honra; nada tirei nem acrescente; mas os que tinham poder e eram admirados pelas riquezas, também neles pensei que nada tivessem de infamantes... Entre uma e outra facção, a nenhuma permitiu vencer injustamente. (Sólon, século VI a.C.)
No governo de Atenas, o autor procurou:
a) Restringir a participação política de ricos e pobres, para impedir que suas demandas pusessem em perigo a realeza
b) Impedir que o equilíbrio político existente, que beneficiava a aristocracia, fosse alterado no sentido da democracia.
c) Permitir a participação dos cidadãos pobres na política para derrubar o monopólio dos grandes proprietários de terras.
d) Abolir a escravidão dos cidadãos que se endividavam, ao mesmo tempo em que mantinha sua exclusão da vida política.
e) Disfarçar seu poder tirânico com concessões e encenações que davam aos cidadãos a ilusão de que participavam da política.

4) Através da cultura, a sociedade humana constrói seu conhecimento sobre a natureza e procura decifrar os mistérios do universo. A produção cultural foi um dos Destaques da Grécia na Antiguidade. Na época, o teatro grego:
a) conseguiu sintetizar as preocupações religiosas da sociedade, criticando as concepções mitológicas dominantes
b) teve suas encenações ao ar livre bastante admiradas, com atores do sexo masculino, usando máscaras nas representações.
c) divertiu o povo com suas comédias cheias de ironia filosófica, evitando a representação de temas sobre as angústias humanas.
d) representou a vida confusa dos deuses gregos, contribuindo para esvaziar o poder dos mitos e da aristocracia.
e) foi à expressão das preocupações filosóficas do seu povo, divulgando uma ética democrática sem ligações com a religião.

5) No período clássico grego (Séc. V–IV a.C) Atenas com sua ordem democrática, seu desenvolvimento econômico e sua expansão pelo mar Egeu, destacou-se como a mais importante entre as cidades-estados da Grécia antiga. O fortalecimento grego-ateniense apoiado numa forte política expansionista deflagrou inúmeros conflitos com o Império Persa, outra potência que disputava com os Gregos o controle da Jônia (região costeira da Ásia Menor). Posteriormente, deflagraram-se as guerras entre as polis gregas contra a hegemonia ateniense, fortalecida ainda mais após as guerras com os Persas. Dessas lutas entre cidades-estados, a derrota de Atenas significou o declínio da sociedade grega clássica.
A quais acontecimentos, respectivamente, se refere o texto acima?
Assinale a alternativa correta.
a) Guerras Médicas e Batalha de Pelusa.
b) Guerra do Peloponeso e Batalha de Pelusa.
c) Guerras Púnicas e Guerra do Peloponeso
d) Guerras Médicas e Guerra do Peloponeso.
e) Guerras Médicas e Guerra do Peloponeso.
6) Atenas viveu, após as reformas implementadas por Clístenes em 508 a.C., sob um regime democrático. As reformas na distribuição dos cidadãos por tribos, ampliadas de 4 para 10 e a repartição de cada tribo em três demos, um na cidade, um no litoral e outro na área rural, foram as bases para as reformas posteriores. Sobre o assunto, assinale a afirmativa incorreta:
a) O ostracismo, aplicado pela primeira vez no período 488 – 487 a.C., estabelecia a expulsão do cidadão denunciado como politicamente perigoso e a cassação de seus direitos políticos por um prazo de dez anos.
b) Entre as reformas implementadas por Péricles, a criação da mistoforia – remuneração ao exercício de cargos e à participação nas assembléias – permitiu que os cidadãos mais pobres pudessem participar da política sem colocar em risco a sua subsistência material.
c) Todos os habitantes de Atenas, maiores de dezoito anos, de qualquer gênero, de qualquer procedência, ou de qualquer classe de riqueza podiam votar na assembléia popular – Eclésia.
d) Na Atenas do século IV a.C., a Eclésia era o centro de vida política, englobando entre suas funções as dimensões legislativa, executiva, judiciária e eleitoral.
e) Ao longo do século IV a.C., a democracia ateniense enfrentou dificuldades para manter suas instituições, dentre elas as advindas do volume de recursos para sustentar as remunerações dos cidadãos, como a mistoforia.

7) Na sociedade espartana, o hilotismo era elemento constitutivo de sua organização social. Sobre os hilotas, assinale o que for correto:
1       Eram responsáveis pelo comércio e artesanato locais.

2       Eram respeitados pela classe dominante espartana, tendo a possibilidade de acumular pequenas fortunas com as quais comprovam títulos de cidadania.

4       Eram submetidos aos kriptios, forma de repressão e extermínio, para impedir o crescimento demográfico e rebeliões.

8       Constituíam a camada

São Corretas:

8) O conjunto das reformas políticas que se encontravam na origem da polis dos lacedemônios estava reunido em um documento proveniente do
oráculo de Delfos denominado “Grande Retra”, muito provavelmente um decreto-lei primitivo, anterior ao século VI a.C., sobre o governo espartano.
De acordo com esse documento:
A respeito da organização política de Esparta no período
clássico (séculos V e IV a.C.), não é correto afirmar que:
a) o corpo cívico era constituído por indivíduos de sexo
masculino, nascidos de pai e mãe espartanos, os
assim denominados homoioi ou “iguais.
b) a polis era uma oligarquia que, de modo atípico,
conservava a instituição da realeza, representada
por dois reis escolhidos entre as famílias mais
importantes, os quais eram obrigados a jurar lealdade
à constituição espartana.
C) o Estado espartano regulava estritamente o sistema
educacional dos cidadãos, razão pela qual as crianças
do sexo masculino eram, aos 7 anos de idade,
retiradas do convívio familiar para receberem uma
formação militar coletiva.
d) o conselho espartano (gerúsia) era formado por trinta
membros, cabendo-lhe a tarefa de elaborar os projetos
de lei a serem submetidos à assembléia, e atuava
como a mais alta instância da justiça criminal.
e) a assembléia espartana (ecclesia), da qual fazia parte
o conjunto da população da Lacedemônia (espartanos,
periecos e hilotas), era soberana sobrepondo-se à
capacidade decisória da gerúsia.

9) Denominamos de “civilização helenística” à civilização que resultou:
a) da unificação cultural do Oriente, após as conquistas de Ciro.
b) da fusão de elementos culturais gregos e persas, ao fim das Guerras Médicas;
c) da fusão de elementos culturais atenienses e espartanos ao fim da Guerra do Peloponeso.
d) fusão dos elementos culturais gregos e romanos nas áreas conquistadas por Roma.
e) da fusão de elementos culturais gregos e orientais nas regiões conquistadas por Alexandre Magno.
10) A conseqüência mais aparente das invasões foi a destruição quase integral da civilização micênica. No espaço de um século, as criações orgulhosas dos arquitetos aqueus, palácios e cidadelas, não são mais do que ruínas. Ao mesmo tempo vemos desaparecer a realeza burocrática, a escrita, que não passava de uma técnica de administração, e todas as criações artísticas...” (Pierre Lévèque, A aventura grega.)
O texto refere-se às invasões:
a) Persas
b)germânicas.
c)macedônicas.
d)dóricas
e)cretenses.

Gabarito:
1)B
Comentário: Os periecos dedicavam-se principalmente ao comércio e ao artesanato. Descendiam dos povos conquistados pelos esparciatas e não tinham direitos políticos nem participavam dos órgãos do governo, mas pagavam impostos ao governo.

2)B
Comentário: Todos os cidadãos têm o mesmo direito perante as leis. Essa igualdade de direito era chamada pelos atenienses de isonomia.
3)B
Comentário: Sólon dividiu a sociedade de forma censitária, ou seja, de acordo com a renda de cada indivíduo, possibilitando a ascensão dos demiurgos que eram os homens enriquecidos pelo comércio.

4)B
Comentário: A encenação das peças era feita exclusivamente por atores masculinos que usavam máscaras e representavam também personagens femininos, que deram origem às grandes obras do teatro ateniense.

5) E
Comentário: A guerra do Peloponeso foi um conflito armado entre Atenas e Esparta. (431 a 404 a.C.). A razão da guerra foi o crescimento do poder ateniense e o temor que o mesmo despertava entre os espartanos). As Guerras Médicas ocorreram entre os povos gregos (aqueus, jônios, dórios e eólios) e os medos-persas, pela disputa sobre a Jônia na Ásia Menor, quando as colônias gregas da região, principalmente Mileto, tentaram livrar-se do domínio persa.

6)C
Comentário: Apenas pequena parte da população masculina adulta constituía o grupo dos cidadãos. Os estrangeiros, os escravos, as mulheres e os jovens menores de 21 anos não tinham direitos políticos, excluídos da vida democrática. Só uma minoria tinha direitos.
7) Soma:12
Comentário: Para controlar as revoltas, os esparciatas organizavam expedições anuais de extermínio (criptias), que consistiam na perseguição e morte dos hilotas considerados perigosos.
Desprezados socialmente, promoviam revoltas contra os grupos dominantes.
Os hilotas viviam presos à terra dos esparciatas e com seu trabalho sustentavam os cidadãos.
8)E
Comentário: A assembléia ou ápela era formada por todos os cidadãos
dórios. O poder era controlado por um grupo restrito
e fechado, que se fazia representar pela gerúsia e pelos
éforos

9) E
10) D
Comentário: Os dórios destruíram a civilização Creto- Micênica provocando o fenômeno denominado Primeira Diáspora Grega.