segunda-feira, 9 de março de 2015

Idade Média - O Feudalismo




Nesta aula vamos entender o que foi Feudalismo. Modo de produção típico da Idade Média (Séc. V – XV) e que tanto marcou como singularizou a Europa e de fundamental importância o seu entendimento para entender tanto o que o Período chamado de Medieval como para o período posteriores; dai fundamental para fazer a prova do ENEM.

Podemos conceituar o Feudalismo como  um sistema econômico, político e social fundamentado na propriedade sobre a terra. Esta pertence ao senhor feudal que cede uma porção dessa terra ao vassalo  em troca de serviços ocasionando uma relação de dependência.

OBS. IPC (Importante Pra Caramba) Não confunda Vassalo com Servo.

A sociedade feudal era composta por três estamentos (três grupos sociais com status fixo): os Nobres (guerreiros), o Clero (religiosos), e os servos (mão de obra). O que determinava o status social era o nascimento. Havia também a relação de suserania entre os Nobres, onde um nobre (suserano) doa um feudo para outro nobre (vassalo). Apresentava pouca ascensão social e quase não existia mobilidade social (a Igreja foi uma forma de promoção, de mobilidade). 

A sociedade feudal era composta por três estamentos (três grupos sociais com status fixo): os Nobres (guerreiros), o Clero (religiosos), e os servos (mão de obra). O que determinava o status social era o nascimento. Havia também a relação de suserania entre os Nobres, onde um nobre (suserano) doa um feudo para outro nobre (vassalo). Apresentava pouca ascensão social e quase não existia mobilidade social (a Igreja foi uma forma de promoção, de mobilidade). 

O clero tinha como função oficial rezar. Na prática, exercia grande poder político sobre uma sociedade bastante religiosa, onde o conceito de separação entre a religião e a política era desconhecido. Mantinham a ordem da sociedade evitando, por meio de persuasão e criação de justificativas religiosas, revoltas e contratações camponesas. 
A nobreza (também chamados de senhores feudais) tinha como principal função a de guerrear, além de exercer considerável poder político sobre as demais classes. O Rei lhes cedia terras e estes lhe juravam ajuda militar (relações de suserania e vassalagem). 
Os servos da gleba constituíam a maior parte da população camponesa: estavam presos à terra, sofriam intensa exploração, eram obrigados a prestarem serviços à nobreza e a pagar-lhes diversos tributos em troca da permissão de uso da terra e de proteção militar. Embora geralmente se considere que a vida dos camponeses fosse miserável, a palavra "escravo" seria imprópria.


Podemos colocar como o inicio do feudalismo com as  invasões bárbaras e a posterior queda do Império Romano do Ocidente (Século V) que transformam toda a estrutura política e econômica da Europa Ocidental descentralizando-a. Os povos “bárbaros”, povos que não faziam parte do Império Romano (falaremos mais sobre eles em aula posterior) ao ocuparem parte das terras da Europa Ocidental contribuem com o processo de ruralização e o surgimento de diversos reinos, dentre os quais se destacou o Reino dos Francos. Mas é no Período Carolíngio que se solidificam as principais estruturas do feudalismo.

O feudalismo se caracteriza pelas relações de Suserania e Vassalagem (dependência pessoal) e de autoridade e posse da terra. As vilas tornam-se o centro da nova estrutura socioeconômica que tem um sistema produtivo basicamente voltado para o suprimento das necessidades individuais dos feudos.
Os Feudos, por sua vez, constituíam a unidade territorial da economia feudal, caracterizando-se pela sua auto-suficiência econômica, produção predominantemente agropastoril e ausência quase total de comércio. Nos feudos, a produção de arte ocorre nos castelos.

Dividiam-se os Feudos em três áreas: o domínio, exclusivamente do senhor feudal e trabalhada pelo servo; a terra comum, matas e pastos que podem ser utilizados tanto pelo senhor quanto pelos servos; e o manso servil, que destinado aos servos era dividido em áreas denominadas “glebas” de onde metade de toda produção deveria ser destinada ao senhor feudal (talha - um tipo de imposto), os feudos podiam tanto ser enormes territórios com cidades inteiras dentro deles, ou apenas uma fazenda, variando muito de um para o outro. Na época do Reino Carolíngeo, feudo significava “benefício”, era o nome dado ao benefício que o suserano cedia ao vassalo e, que na maioria das vezes era a posse de terras. Daí o porquê que “feudo” designa hoje a propriedade em si.

Com uma estrutura social estática e hierarquizada podemos identificar a vassalagem e a suserania como as principais relações da sociedade feudal. O senhor feudal ou suserano era quem tinha a posse das terras e as cedia aos Servos (presos a terra)  que deveriam trabalhar nelas para sustento próprio e, no que chamavam de corvéia, o trabalho gratuito para o senhor feudal durante três dias por semana.

A sociedade era basicamente composta por duas camadas principais: os senhores e os servos. O clero, embora de muita importância na sociedade feudal, não constituía uma classe separada uma vez que os componentes do clero, ou eram senhores (alto clero), ou eram servos (baixo clero). Entretanto, a relação de suserania é mais complexa uma vez que as terras eram cedidas não aos camponeses, mas a outros senhores ou cavaleiros que assumiam um compromisso de fidelidade com o suserano. Este cedia terras em troca de mais poder e um aumento no contingente de seu exército. O que, na prática, não significava que ele possuía poder sobre os outros feudos uma vez que o poder era descentralizado.




A Igreja nesse período assume a posição de único poder centralizado. Aliás, a que se considerar a enorme importância da Igreja na sociedade feudal uma vez que naquela época toda a formação moral, social e ideológica era fortemente influenciada pelo clero.


O fim do sistema feudal costuma ser delimitado pela queda do Império Romano do Oriente (Queda de Constantinopla) no século XV e, na Europa deveu-se a diversos motivos econômicos, sociais, políticos e religiosos. Dentre eles podemos destacar a fome ocasionada pela estagnação das técnicas agrícolas aliada ao crescimento excessivo da população; a peste que assolou a Europa dizimando um terço da população já bastante debilitada pela fome; o esgotamento das reservas minerais que abalou a produção de moedas afetando inevitavelmente as operações bancárias e o comércio; a ascensão da burguesia e a crise religiosa ocasionada pela necessidade de uma nova filosofia religiosa e novas necessidades espirituais.

Assista a Vídeo Aula e depois analise as questões abaixo





(UFPA) Nas relações de suserania e vassalagem dominantes durante o feudalismo europeu, é possível observar que:
a) a servidão representou, sobretudo na França e na península Ibérica, um verdadeiro renascimento da escravidão conforme existia na Roma imperial.
b) os suseranos leigos, formados pela grande nobreza fundiária, distinguiam juridicamente os servos que trabalhavam nos campos dos que produziam nas cidades.
c) mesmo dispondo de grandes propriedades territoriais, os suseranos eclesiásticos não mantinham a servidão nos seus domínios, mas sim o trabalho livre.
d) o sistema de impostos incidia de forma pesada sobre os servos. O imposto da mão morta, por exemplo, era pago pelos herdeiros de um servo que morria para que continuassem nas terras pertencentes ao suserano.
e) as principais instituições sociais que sustentavam as relações entre senhores e servos eram de origem muçulmana, oriundos da longa presença árabe na Europa Ocidental.



(ENEM-2001) O texto abaixo reproduz parte de um diá- logo entre dois personagens de um romance. — Quer dizer que a Idade Média durou dez horas? - Perguntou Sofia. — Se cada hora valer cem anos, então sua conta está certa. Podemos imaginar que Jesus nasceu à meianoite, que Paulo saiu em peregrinação missionária pouco antes da meia-noite e meia e morreu quinze minutos depois, em Roma. Até as três da manhã a fé cristã foi mais ou menos proibida. (...) Até as dez horas as escolas dos mosteiros detiveram o monopólio da educação. Entre dez e onze horas são fundadas as primeiras universidades. Adaptado de Gaarder, Jostein. O Mundo de Sofia, Romance da História da Filosofia. São Paulo: Cia das Letras, 1997. O ano de 476 d.C, época da queda do Império Romano do Ocidente, tem sido usado como marco para o início da Idade Média. De acordo com a escala de tempo apresentada no texto, que considera como ponto de partida o início da Era Cristã, pode-se afirmar que
(A) as Grandes Navegações tiveram início por volta das quinze horas.
(B) a Idade Moderna teve início um pouco antes das dez horas.
(C) o Cristianismo começou a ser propagado na Europa no início da idade Média. (D) as peregrinações do apóstolo Paulo ocorreram após os primeiros 150 anos da Era Cristã. (E) os mosteiros perderam o monopólio da educação no final da Idade Média.


 GABARITO COMENTADO
LETRA “D” –  No sistema feudal os servos estavam presos a terra sobre a forma de vários imposta que pagavam ao Senhor Feudal por meio de trabalho. A título de exemplo podemos destacar o a Corveia e a banalidades.
Não pode ser a questão “A” pois o termo escravo não é apropriado para o feudalismo visto que nos temos servos e o feudalismo não foi um sistema vigente na Península Ibérica (Portugal e Espanha). Sobre o por que disso veremos em nossa próxima postagem sobre os Árabes e o Islamismo.
Sobre a “B” ela “peca” pois o que distinguiam os Susseranos  (Senhores Feudais) do servos eram simplesmente a posse do feudo (terra). Era a terra o fator de diferenciação social
A “C” esta incorreta no fato de tanto Suseranos leigos e clérigos mantinham servos em seus domínios.
Sobre a “E” as instituições sociais são de origem tanto da queda do Império Romano como dos bárbaros germânicos.



quinta-feira, 5 de março de 2015

História do Brasil - Sociedade Colonial



Como se organizou a sociedade no Brasil colonial? Que grupo de formaram no Nordestes açucareiro e no Sudeste do ouro? Em que se aproximam e se distanciam? Essa é nosso objetivo aqui.

Conforma já discutimos aqui o nordeste brasileiro vai ser o primeiro polo econômico do Brasil Colonial devido a formação dos engenho; então, vamos a ela.

Sociedade Açucareira


Os senhores de engenho eram o grupo dominante na sociedade açucareira por serem donos das terras, engenhos e escravos. Ou seja, por possuir terras e escravos detinham e prestígio e riqueza (lembram dos homens bons?). 
Escravos trabalhando na produção do açúcar

Tal prestigio o dava poder não só sobre seus escravos e familiares (poder patriarcal.mas sobre todos os habitantes do engenho: do padre aos escravos, além dos familiares e dos trabalhadores livres. Na sua falta quem exercia tal poder era o filho mais velho; o único herdeiro.

Aqui vai como dica dar uma olhada no conteúdo de economia colonial para você entender como se organizou a nossa economia colonial http://historiaparaoenem.blogspot.com.br/2015/02/economia-colonial-i.html?spref=fb


Ocupava-se o Senhor de engenho tanto da aquisição de terras, produção e o comércio do açúcar, o controle dos escravos, a administração da propriedade, o pagamento dos salários dos trabalhadores livres, os assuntos relacionados aos rebanhos e à lavoura, os problemas domésticos e familiares e a acomodação de hóspedes.
Mas nem só entorno do engenho vivia o senhor de engenho. Outras atividades tomavam seu tempo como negociar com financiadores e comerciantes do açúcar e também participavam da vida política e administrativa das vilas e cidades (exerciam cargos nos órgãos locais).
Família Patriarcal

Existia também outros grupos sociais que embora não eram expressivos existiam:
Lavradores de cana – donos de canaviais que não eram senhores de engenho; moíam a cana de suas terras em engenhos alheios – eram os chamados arrendatários (aquele que obtém o direito de usar provisoriamente uma propriedade mediante o pagamento ao dono.). Em troca entregavam parte do açúcar que produziam ao senhor de engenho.

Os trabalhadores do engenho –O quadro de trabalhadores do engenho era bastante complexo. Havia os trabalhadores especializados, que eram os trabalhadores livres (feitores e capitãoe do mato) , e os escravos. Os escravos de origem africana e seus descendentes eram a base social da piramide social e que faziam a maior parte das atividades do engenho.

Sociedade Mineradora


A sociedade que se formou nas regiões mineradoras,sobretudo em Minas Gerais ,apresentava características diferentes da civilização do açúcar no Nordeste.

Com características urbanas foi mais complexa pois contava, alem de Grandes Mineradores e autoridades locais uma classe média bastante diversificada como comerciantes, garimpeiros, tropeiros (distribuíam produtos pelas cidades) e profissionais liberais como professores, baixo clero, poetas, etc). Também percebemos que, contrario a sociedade que se formou no nordeste esta tem uma certa mobilidade social e menos patriarcal. ,além de uma multidão de escravos.

A maior mobilidade foi consequência da ampliação das oportunidades  de ascensão social proporcionadas pela riqueza e dinamismo da economia minera,inclusive com a alforria mais frequente de escravos promovida por necessidade ou conveniencia de seus senhores.Com isso,a sociedade do ouro apresentava-se de fato menos estratificada que do açúcar ,isto é,a divisão e separação entre os grupos sociais nela existentes não eram tão rígidas quanto nesta última.Mas,como está,ela também conserva a identidade essencial da sociedade colonial:a escravidão e a forte hierarquização  social e racial.
*Mobilidade Social*-É o processo pelo qual as pessoas ou grupos mudam de lugar no interior da sociedade.Essa mudança pode ser vertical ou horizontal.No primeiro caso,o indivíduo  passa de uma classe social para outra,situada  acima  ou abaixo da classe original.No segundo caso,o deslocamento pode tomar a forma  de uma mudança de profissão.

Diferenças entre a Sociedade Canavieira e Mineradora


Canavieira
*Bipolar, grupos médios mas inexpressivos,  rural, imóvel

Mineradora
*Existência de Grupos médios expressivos, urbana, móvel


terça-feira, 3 de março de 2015

Os Holandeses no Brasil - Apogeu e Decadencia da Economia Canavieira



Invasão holandesa é o nome ao periodo em que de 1630 e 1654 os holandeses ocuparam do nordeste brasileiro. Na verdade, tendo sido intentado pelos Países Baixos, o nome correto deveria ser "Invasão neerlandesa".

Antecedentes



O conflito iniciou-se no contexto de crise de sucessão dinástica em Portugal (a morte inesperada do Rei Dom Sebastião na batalha de Alcacer Quibir no Marrocos) que teve como consequenciada chamada Dinastia Filipina (União Ibérica, no Brasil), período compreendido entre 1580 e 1640, quando Portugal e suas colônias estiveram inscritos entre os domínios da Coroa da Espanha.
À época, os Países Baixos lutavam pela sua emancipação do domínio espanhol, vindo a ser proclamada, em 1581, a República das Províncias Unidas, com sede em Amsterdã, separando-se da Espanha.
Uma das medidas adotadas por Filipe II de Espanha em represália, foi a proibição do comércio espanhol (e português) com os seus portos, o que afetava diretamente o comércio do açúcar do Brasil, onde os Holandeses tinham grandes investimentos no na economiam açucareira no Brasil e se viram prejudicados


Por esta proibição e prejuizos os holandeses voltaram-se para o comércio no oceano Índico, vindo a constituir a Companhia das Índias Orientais (1602), que passava a ter o monopólio do comércio oriental, o que garantia a lucratividade da empresa.
O êxito dessa experiência levou os neerlandeses à fundação da Companhia das Índias Ocidentais (1621), a quem os Estados Gerais (seu órgão político supremo) concederam o monopólio do tráfico e do comércio de escravos, por 24 anos, na América e na África. O maior objetivo da nova Companhia, entretanto, era retomar o comércio do açúcar produzido no Nordeste do Brasil.

Periodização




Em linhas gerais, as invasões holandesas do Brasil podem ser recortadas em dois grandes períodos:
1624-1625 - Invasão de Salvador, na Bahia
1630-1654 - Invasão de Recife e Olinda, em Pernambuco
1630-1637 - Fase de resistência ao invasor
1637-1644 - Administração de Maurício de Nassau
1644-1654 - Insurreição pernambucana






A resistência



A resistência, liderada por Matias de Albuquerque, concentrou-se no Arraial do Bom Jesus, nos arredores de Recife. Através de táticas indígenas de combate (campanha de guerrilhas), confinou o invasor às fortalezas no perímetro urbano de Olinda e seu porto, Recife.
As chamadas "companhias de emboscada" eram pequenos grupos de 10 a 40 homens, com alta mobilidade, que atacavam de surpresa os holandeses e se retiravam em velocidade, reagrupando-se para novos combates.
Entretanto, alguns senhores de engenho de Pernambuco perceberaqm que a administração dos holandeses na politica do açúcar eram bem mais interessante aos seus negócios pois a Holanda sendo mais liberal e de tradição calvisnista era melhor apra o desenvolvimento dos seus negócios.
Neste grupo ficou para a historiografia o líder Domingos Fernandes Calabar, considerado por historiadores mais tradicionais como um traidor ao apoiar as forças de ocupação e a administração neerlandesa.
Destacaram-se nesta fase de resistência luso-brasileira líderes militares como Martim Soares Moreno, Antônio Felipe Camarão, Henrique Dias e Francisco Rebelo (o Rebelinho).

O consulado nassoviano


Vencida a resistência portuguesa, com o auxílio de Calabar, a WIC nomeia o Conde João Maurício de Nassau para administrar a conquista.
Homem culto e liberal, Nassau concedeu liberdade de culto aos imigrantes judeus e protestantes, trouxe consigo artistas para pintar nossa fauna e flora e cientistas para estudar as potencialidades da terra. Preocupou-se com a recuperação da agro-manufatura do açúcar, concedendo créditos e vendendo em hasta pública os engenhos conquistados.


Cuidou da questão do abastecimento e da mão-de-obra, da administração e promoveu ampla reforma urbanística no Recife (Cidade Maurícia). Concedeu liberdade religiosa, registrando-se a fundação, no Recife, da primeira sinagoga do continente americano.

A Insurreição pernambucana


Também conhecida como Guerra da Luz Divina, foi o movimento que expulsou os neerlandeses do Brasil, integrando forças lideradas pelo senhor de engenho André Vidal de Negreiros, pelo afro-descendente Henrique Dias e pelo indígena Felipe Camarão.

 Tal movimento de expulsão dos holandeses se deu no o contexto da Restauração portuguesa; Portugal reconquistou sua autonomia politca e assinou um acordo com os holandeses uma trégua de 10 anos onde os holandeses poderiam retirar aquilo que investiram no Brasil.
Era período no nordeste do Brasil, os engenhos de cana-de-açúcar viviam dificuldades num ano de pragas e seca, pressionados pela WIC, que sem considerar o testamento político de Nassau, passou a cobrar a liquidação das dívidas aos inadimplentes. Essa conjuntura levou à eclosão da Insurreição pernambucana, que culminou com a extinção do domínio neerlandês no Brasil.
De acordo com as correntes historiográficas tradicionais em História do Brasil, esse movimento assinala o início do nacionalismo brasileiro, pois os elementos étnicos brancos, africanos e indígenas fundiram os seus interesses na luta pelo Brasil e não por Portugal.


Conseqüências


Em conseqüência das invasões ao nordeste do Brasil, o capital neerlandês passou a dominar todas as etapas da produção de açúcar, do plantio da cana-de-açúcar ao refino e distribuição. Com o controle do mercado fornecedor de escravos africanos, passou a investir na região das Antilhas.
A açúcar produzido nessa região tinha um menor custo de produção devido, entre outros, à isenção de impostos sobre a mão-de-obra (tributada pela Coroa portuguesa) e ao menor custo de transporte. Sem capitais para investir, com dificuldades para aquisição de mão-de-obra e sem dominar o processo de refino e distribuição, o açúcar português não consegue concorrer no mercado internacional, mergulhando a economia do Brasil em crise que atravessará a segunda metade do século XVII até à descoberta de ouro nas Minas Gerais.


CAIU NO ENEM

Rui Guerra e Chico Buarque de Holanda escreveram uma peça para teatro chamada Calabar, pondo em dúvida a reputação de traidor que foi atribuída a Calabar, pernambucano que ajudou decisivamente os holandeses na invasão do Nordeste brasileiro, em 1632.
Cartaz da Peça "Calabar" de
Chico Buarque

– Calabar traiu o Brasil que ainda não existia? Traiu Portugal, nação que explorava a colônia onde Calabar havia nascido? Calabar, mulato em uma sociedade escravista
e discriminatória, traiu a elite branca?

Os textos referem-se também a esta personagem

Texto I: “...dos males que causou à Pátria, a História, a inflexível História, lhe chamará infiel, desertor e traidor, por todos os séculos”
Visconde de Porto Seguro, in SOUZA JÚNIOR, A. Do Recôncavo aos Guararapes. Rio de Janeiro: Bibliex, 1949.

Texto II: “Sertanista experimentado, em 1627 procurava as minas de Belchior Dias com a gente da Casa da Torre; ajudara Matias de Albuquerque na defesa do Arraial, onde fora ferido, e desertara em consequência de vários crimes praticados...“ (os crimes referidos são o de contrabando e roubo).
CALMON, P. História do Brasil. Rio de Janeiro: José Olympio, 1959

Pode-se afirmar que:
a) A peça e os textos abordam a temática de maneira parcial e chegam às mesmas conclusões.
b) A peça e o texto I refletem uma postura tolerante com relação à suposta traição de Calabar, e o texto II mostra uma posição contrária à atitude de Calabar.
c) Os textos I e II mostram uma postura contrária à atitude de Calabar, e a peça demonstra uma posição indiferente em relação ao seu suposto ato de traição.
d) A peça e o texto II são neutros com relação à suposta traição de Calabar, ao contrário do texto I, que condena a atitude de Calabar.
e) A peça questiona a validade da reputação de traidor que o texto I atribui a Calabar, enquanto o texto II descreve ações positivas e negativas dessa personagem.


Letra E. Observando os documentos oferecidos, notamos que a figura de Calabar assume os mais diferentes tipos de juízo. No primeiro texto da peça, ele é heroicizado em contraposição à velha abordagem histórica que considerava Calabar como um traidor da pátria, conforme salientado no texto I. Finalmente, analisando o texto II, observamos a existência de uma visão equilibrada onde as interpretações extremas cedem lugar a um personagem histórico mais bem delineado. É importante lembrar que  Esta questão mistura um fato histórico e literário, e cobra interpretação de texto. Novamente, aqui o fato serve apenas como contexto. No entanto, a leitura que Chico Buarque faz de Calabar é bastante interessante e pode levar a muitas discussões, desafiando a história oficial.

3. (Fuvest) Foram, respectivamente, fatores importantes na ocupação holandesa no Nordeste do Brasil e na sua posterior expulsão: 
a) o envolvimento da Holanda no tráfico de escravos e os desentendimentos entre Maurício de Nassau e a Companhia das Índias Ocidentais. 
b) a participação da Holanda na economia do açúcar e o endividamento dos senhores de engenho com a Companhia das Índias Ocidentais. 
c) o interesse da Holanda na economia do ouro e a resistência e não aceitação do domínio estrangeiro pela população. 
d) a tentativa da Holanda em monopolizar o comércio colonial e o fim da dominação espanhola em Portugal. 
e) a exclusão da Holanda da economia açucareira e a mudança de interesses da Companhia das Índias Ocidentais. 

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2015

Império Romano - Aula II


Boa noite alunos e seguidores da nossa página; hoje abordaremos nossa segunda parte sobre a Civilização Romana; especificamente sua fase imperial e sua decadencencia em 476 d.C.



Devemos entender que durante a fase da república a crise política em Roma estava bastante complicada visto que uma luta pelo poder dividia as diversas facções politicas; era o Primeiro Triunvirato.
No ano de 59 a.C , Roma se via governada por Gaius Julius Cesar, Pompeu e Marco  Crasso, que se juntaram para formar uma aliança forte. Julio Cesar era um cônsul romano e Pompeu foi um grande general, muito admirado por suas conquistas e Crasso era reconhecido como o homem mais rico de Roma. Os motivos dessa junção era de puro interesse particular era evitar uma guerra civil entre os se não mais admirados os mais influentes em Roma Pompeu , nesse tempo , aliou-se aos conservadores que temiam a ambições de César e, mesmo tendo sido-­lhe proposto um casamento com a sobrinha de Cesar, Pompeu recusou e casou-se com uma sobrinha de um inimigo de Cesar, o que preparou um cenário político pra uma futura Guerra Civil o que de fato aconteceu pois Pompeu ordena a volta de Cesar para Roma para ser destituído do poder de Consul o que de fato Cesar não aceita. Volta para Roma com sua Legiões para guerrear com Pompeu. Este foge para o Egito onde foi assassinado por Ptolomeu. O Egito já vivia também uma crise politica que leva a Cesar conhecer a famosa Cleópatra estabelecendo uma aliança política e pessoal com Cesar (sobre Cleópatra e sua história na politica em Roma comentaremos no grupo do Facebook Historia para o ENEM)

Cesar, agora cônsul único, estabelece uma forte ditadura em Roma não sendo exagero afirmar que ele era Imperador de fato, mas não de direito. Esta ditadura leva ao senado assassinar Cesar e provocar um vazio no poder levando ao Segundo Triunvirato.
Ao contrário do primeiro Triunvirato Romano, este segundo Triunvirato foi oficialmente reconhecido em 43 a.C , aprovado pela Assembléia do Povo (orgão equivalente ao Senado, formado por Octavianus Augustus (Octávio Augusto), Emílio Lépido e Marco António, tendo estes o poder supremo por 5 Anos.
De imediato estes Triunviros deram inicio aos assassinos de Cesar (sua morte foi bastante sentida pela população) principalmente Marcus Brutus, sobrinho de Catão (Brutus que Cesar se referiu quando disse : “Até tu Brutus, filho meu me traíste” Ressalto que Brutus não era seu filho) e Gaius Longinus Cassius, ambos os maiores conspiradores.
Senadores assassinando Cesar

Mas três pessoas no poder de Império era demais . Após os cinco anos de poder, os trés foram re-eleitos e  Lépido, numa tentativa falha de tomar o poder, fora exilado e jogado pra fora do cenário político. Restavam Marco Antonio e Octávio e agora a Guerra Civil tem seu segundo capítulo e tal combate aconteceu. Vale lembrar que Marco Antonio e exemplo de Cesar também estabeleceu uma aliança com Cleópatra (a mulher devia ser comandar o Bonde das Poderosas na antiguidade), retratado pela Batalha de Actium no mar da Grécia, onde a frota de Octavius (comandada pelo general Agripa) derrotou a frota de Marco Antonio (apoiada pelos Egípcios e Cleópatra). Era o fim do Triunvirato, com Marco Antonio e Cleópatra fugindo para o Egito e com a perseguição de Octavius, resultando no suicídio de Cleópatra e Marco Antonio.

O Alto Império Romano
O Império se estabeleceu o em Roma quando Caio Otávio, apos vencer Marco Antonio com exército fiel e numero. O Senado se viu obrigado e ao mesmo tempo evitar uma nova Guerra Civil concedeu lhe vários títulos que legalizaram seu poder absoluto: cônsul vitalício, censor, imperador, príncipe do Senado e, finalmente, Augusto (somente atribuído aos deuses e que permitia a Otávio escolher seu sucessor) o que permitiu ele elaborar diversas reformas reorganizando as províncias, dividindo as em imperiais (militares) e senatoriais (civis) indicando os governadores e os controlava através de inspeções diretas e relatórios anuais feitos pelos sucessores dos mesmos. Criou o sistema estatal de cobranças de impostos, acabando com a concessão da arrecadação a particulares (publicanos). 
Como cinema "imagina" que seria Cleópatra (Atriz Angelina Jolie)

No plano social, acabou com a tradicional superioridade do patriciado e criou um sistema censitário baseado na renda anual de cada um.
 Não tendo herdeiros diretos, Augusto indicou como sucessor seu genro, Tibério. Não obstante, as indicações seguintes seriam em geral feitas pelos militares, notadamente da Guarda Pretoriana. Com Augusto começou a dinastia Julio­Claudiana do Império Romano, a qual seria continuada pelos Flávios até 96 d.C., quando terminaram os chamados Doze Césares. Em seguida viriam os Antoninos e mais tarde os Severos, já no século III.

O Baixo Império Romano
No século III o império é abalado por crises econômicas, militares e uma crise do escravista. A crise econômica tinha suas origens fim das guerras de conquista que vai levar a conseqüente redução do número de escravos e de espólios. O déficit orçamentário, resultante do aumento das despesas, levou o poder político a aumentar excessivamente os impostos. Os preços se elevaram os mercados se retraíram e a produção declinou.
O Império Romano, já na época de Augusto, abrangia a maior parte do mundo então conhecido. Suas legiões garantiam a dominação das províncias, fornecedoras de riquezas que fizeram a grandeza de Roma. Começou o êxodo urbano, a concentração da vida no campo em propriedades auto-suficientes, chamadas vilas, precursoras dos feudos medievais.
Caracterizavam se pela economia agrária de consumo, com o trabalho exercido em termos de meação. Os clientes (romanos) e os colonos (germânicos) cultivavam a terra, entregando metade da produção ao dono da mesma. Os pequenos proprietários endividados (precários) tinham o mesmo estatuto, sendo por serem livres, ao passo que clientes e colonos viam-­se presos área em que trabalhavam.

Nessa mesma época, agravou se a crise religiosa. O Cristianismo começou a se difundir pelo Império logo após o martírio de Cristo, ocorrido no reinado de Tibério. Os Apóstolos iniciaram sua difusão e São Pedro fundou o Bispado de Roma; foi martirizado juntamente com São Paulo na época do imperador Nero. Este foi o autor da primeira perseguição aos cristãos. Nas perseguições posteriores, os cristãos foram acusados de não cultuar os deuses pagãos nem o imperador (considerado divino desde que Otávio se tomou Augusto). Além disso, atribuíam­ lhes a responsabilidade pelas calamidades que ocorressem: enchentes, tempestades, pestes e incêndios (Nem os cristãos e nem Nero colocou fogo em Roma falaremos sobre isso numa próxima oportunidade). A ultima perseguição foi desencadeado entre 303 e 304, pelo imperador Diocleciano (284­304). Quase sempre, os imperadores tentavam colocar a população contra os cristãos, buscando o apoio da plebe pagã.
Cristãos sendo perseguidos e massacrados

Contudo, as perseguições tiveram um efeito contrário ao esperado, pois acabavam convertendo os espectadores pagãos, impressionados com a firmeza e resignação dos cristãos dos diante dos sofrimentos. Em 313, Constantino baixou o Edito de Milão, proibindo as perseguições aos cristãos e dando lhes liberdade de culto. A partir de então, a difusão do Cristianismo ganhou um impulso ainda maior: em 390, o imperador Teodósio proibiu o culto pagão e oficializou o Cristianismo.

Causas da decadência do Império Romano
Podemos apontar como as causas da crise do Império Romano:

A Enorme extensão territorial do império que dificultava a administração e controle militar (defesa); A Com o fim das guerras de conquistas também diminuiu a entrada de escravos. Com menos mão de obra ocorreu uma forte crise na produção de alimentos. A queda na produção de alimentos gerou a diminuição na arrecadação de impostos. Com menos recursos, o império passou a ter dificuldades em manter o enorme exercito; O Aumento dos conflitos entre as classes de patrícios e plebeus, gerando instabilidade política;ao Crescimento do cristianismo que contestava as bases políticas do império (guerra, escravidão, domínio sobre os povos conquistados) e religiosas (politeísmo e culto divino do imperador); O  Aumento da corrupção no centro do império (Roma) e nas províncias (regiões conquistadas);
Estes motivos enfraqueceram o Império Romano, facilitando a invasões dos povos bárbaros germânicos no século V.
Como vimos a crise do Império romano foi essencialmente os problemas que surgiram como conseqüência de uma crise econômica (no grupo do facebook já está postado  uma reportagem sobre mais aprofundada sobre essa crise) e foram completados pelos aspectos político militares. A crise do escravismo provocou a retração da produção. O déficit orçamentário gerou a política fiscal que levou à estagnação do comércio e a ruralização. O corte das despesas militares foi fatal. Aproveitando se da fraqueza do Império, os bárbaros começaram a se infiltrar nas fronteiras, primeiro pacificamente, depois pela força
O Cristianismo, no início de sua propagação, constituiu um elemento desintegrador na medida em que a política do culto imperial atribui se ao imperador origem divina. No período de crise do Baixo Império, entretanto, o Cristianismo se transformou em um fator de sustentação do Império, que alias subsistiu formalmente durante toda a Idade Média, sustentado pela Igreja.
A cultura romana pouco teve de original, uma vez que as conquistas provocaram um sincretismo cultural, no qual os valores romanos foram substituídos ou modificados. Mas o Direito Romano e a língua latina permanecem como as grandes contribuições de Roma para a civilização ocidental.

Vamos assistir uma Vídeo Aula sobre Roma